Caso 101 (PÁG 6)

Ao chegar em casa, minha mãe estava a minha espera. O jantar estava pronto mas subi para o meu quarto correndo as escadas o mais rápido que podia. Para a minha sorte, minha mãe desta vez não insistiu para que eu jantasse. Enquanto subia as escadas pretendia deixar aquele bosque em segredo. Tudo o que eu quero é encontrar respostas para os meus questionamentos. Para uma pessoa qualquer, aquele poderia ser considerado um bosque comum, mas eu não sei o porquê eu não consigo engolir essa história. Talvez eu esteja paranóica, talvez esse bosque seja mesmo simplesmente um bosque comum, mas acredito estar preparada para me arriscar quanto a tudo. Agora exatamente, estou em frente ao computador em busca de respostas. Já entrei em sites de guias turísticos e nada. Todos os dados que pesquisei sobre a cidade, fornecem as localizações de comércios, clubes, lugares de entretenimento, praças e parques, mas nada daquele bosque, só me lembro que seu número de localização é 101. Então acho que vou pesquisar por mim só, isto é, analisar o local. Sei que eu não vou demorar para pisar os meus pés novamente naquele lugar. Os galhos das arvores estão arranhando a minha janela, ao som de trovões. Eu estou literalmente concentrada neste caso (o qual titulei de “Caso 101”) que nem me dei conta de perceber que uma chuva intensa cai lá fora. Eu me sinto desgastada para dar continuidade ao caso. Vou fechar as pesquisas, e tomar um banho. Minha mãe acabou de abrir a porta do meu quarto me dizendo para ir dormir, me dando “boa noite”. A chuva ainda permanece intactamente assustadora, e eu preciso dormir. Durmirei com a esperança de encontrar alguma resposta que me leve a uma pista concreta, mesmo sabendo que tudo pode ser um engano e que realmente posso não ter êxito algum.

Nicole Sullivan

Nenhum comentário:

Postar um comentário