Ao chegar em casa, minha mãe estava a minha espera. O jantar estava pronto mas subi para o meu quarto correndo as escadas o mais rápido que podia. Para a minha sorte, minha mãe desta vez não insistiu para que eu jantasse. Enquanto subia as escadas pretendia deixar aquele bosque em segredo. Tudo o que eu quero é encontrar respostas para os meus questionamentos. Para uma pessoa qualquer, aquele poderia ser considerado um bosque comum, mas eu não sei o porquê eu não consigo engolir essa história. Talvez eu esteja paranóica, talvez esse bosque seja mesmo simplesmente um bosque comum, mas acredito estar preparada para me arriscar quanto a tudo. Agora exatamente, estou em frente ao computador em busca de respostas. Já entrei em sites de guias turísticos e nada. Todos os dados que pesquisei sobre a cidade, fornecem as localizações de comércios, clubes, lugares de entretenimento, praças e parques, mas nada daquele bosque, só me lembro que seu número de localização é 101. Então acho que vou pesquisar por mim só, isto é, analisar o local. Sei que eu não vou demorar para pisar os meus pés novamente naquele lugar. Os galhos das arvores estão arranhando a minha janela, ao som de trovões. Eu estou literalmente concentrada neste caso (o qual titulei de “Caso 101”) que nem me dei conta de perceber que uma chuva intensa cai lá fora. Eu me sinto desgastada para dar continuidade ao caso. Vou fechar as pesquisas, e tomar um banho. Minha mãe acabou de abrir a porta do meu quarto me dizendo para ir dormir, me dando “boa noite”. A chuva ainda permanece intactamente assustadora, e eu preciso dormir. Durmirei com a esperança de encontrar alguma resposta que me leve a uma pista concreta, mesmo sabendo que tudo pode ser um engano e que realmente posso não ter êxito algum.
Nicole Sullivan
Um Lugar Incrivelmente Desconhecido( PAG 5)
Hoje, diferente de todas as vezes, não me encontro em meu quarto, lugar onde geralmente escrevo. O Café da manhã de hoje com a minha mãe também foi diferente, aquela expressão que enrugava-lhe a testa demonstrando uma certa insegurança, já não era tão visível. Era como se aquela máscara de cera tivesse se quebrado dando um espaço para um sorriso. E isso se deve ao emprego estável por ela encontrado, impulsionando suas sílabas a dizer que tudo estava se ajeitando agora.
Não tive aula hoje, então ao entardecer decidi explorar as redondezas desse lugar, visando conhecer o que eu ainda não tinha visto.
Vi casas diferentes, ruas diferentes, pessoas diferentes e belos edifícios em contraste com o céu, mas nada me chamou mais a atenção do que um bosque, então fui chegando mais perto.
Pude perceber que não passava de um bosque abandonado. Me surpreendi porque aquele não me parecia ser um bosque macabro e assustador como os outros, mas também não era “encantado” pelo fato de estar abandonado.
De alguma forma ele me chamou a atenção e então pisando em folhas secas, atrás de um portão meio que enferrujado, senti o vento tocando a minha epiderme como se fosse uma forma de me oferecer “Boas Vindas”, me senti em casa.
Confesso que estava com medo de encontrar alguém por ali, então entre curtos passos pude visualizar um balanço, onde me sentei.
Aquele lugar era incrível e eu não parava de me perguntar o porquê de seu abandono.
Naquele momento me senti livre, e todas as minhas preocupações quanto a Alicia e a escola tinham simplesmente fugido de mim. Talvez por eu estar impressionada com aquele lugar, ou talvez não seja por isso. Parecia que eu ganhava forças, e eu nem sei para que propósito determinado.
O tempo passou muito rápido. O sol estava se pondo. Era como se eu tivesse despertado de um sonho onde todas as minhas expectativas ganhavam dos meus medos.
Ao voltar para a “Vida real” imediatamente corri em direção ao portão, o qual eu não conseguia abrir. Ao olhar para trás tive uma ampla vista daquele bosque que agora se parecia mais com uma floresta escura. Logo após esse flash na minha cabeça descobri que estava abrindo o portão de forma contrária, e que todo aquele medo se devia ao meu equívoco .
Voltando para a casa, olhando para o bosque até que ele sumisse entre os edifícios, sentia uma sensação irônica, e estava ansiosa para voltar novamente para aquele lugar inacreditável, o qual eu nunca imaginava encontrar e o qual eu não esperava a hora de poder explorar com mais tempo.
Nicole Sullivan.
Não tive aula hoje, então ao entardecer decidi explorar as redondezas desse lugar, visando conhecer o que eu ainda não tinha visto.
Vi casas diferentes, ruas diferentes, pessoas diferentes e belos edifícios em contraste com o céu, mas nada me chamou mais a atenção do que um bosque, então fui chegando mais perto.
Pude perceber que não passava de um bosque abandonado. Me surpreendi porque aquele não me parecia ser um bosque macabro e assustador como os outros, mas também não era “encantado” pelo fato de estar abandonado.
De alguma forma ele me chamou a atenção e então pisando em folhas secas, atrás de um portão meio que enferrujado, senti o vento tocando a minha epiderme como se fosse uma forma de me oferecer “Boas Vindas”, me senti em casa.
Confesso que estava com medo de encontrar alguém por ali, então entre curtos passos pude visualizar um balanço, onde me sentei.
Aquele lugar era incrível e eu não parava de me perguntar o porquê de seu abandono.
Naquele momento me senti livre, e todas as minhas preocupações quanto a Alicia e a escola tinham simplesmente fugido de mim. Talvez por eu estar impressionada com aquele lugar, ou talvez não seja por isso. Parecia que eu ganhava forças, e eu nem sei para que propósito determinado.
O tempo passou muito rápido. O sol estava se pondo. Era como se eu tivesse despertado de um sonho onde todas as minhas expectativas ganhavam dos meus medos.
Ao voltar para a “Vida real” imediatamente corri em direção ao portão, o qual eu não conseguia abrir. Ao olhar para trás tive uma ampla vista daquele bosque que agora se parecia mais com uma floresta escura. Logo após esse flash na minha cabeça descobri que estava abrindo o portão de forma contrária, e que todo aquele medo se devia ao meu equívoco .
Voltando para a casa, olhando para o bosque até que ele sumisse entre os edifícios, sentia uma sensação irônica, e estava ansiosa para voltar novamente para aquele lugar inacreditável, o qual eu nunca imaginava encontrar e o qual eu não esperava a hora de poder explorar com mais tempo.
Nicole Sullivan.
Assinar:
Postagens (Atom)