Tantas coisas invadiam meus pensamentos, e o fim de semana passou tão rápido que a semana chegou e eu tinha que ir para a escola.
Refiz o caminho para escola como todos os dias, vi as mesmas pessoas dentro dos mesmos horários e tudo parecia normal.
Me sentei em minha carteira sentindo um pouco de sono. A aula era de biologia. A medida que a explicação era ditada os meus olhos se fechavam lentamente, até que meu corpo percebia a ausência de uma maior sustentação e acabava por automaticamente se “assustar”, me assustando também, então meus olhos se abriam.
Tudo o que eu queria era que o recreio chegasse logo. Precisava de novas informações sobre o bosque e nada melhor do que alguém daquela cidade para me fornecer informações novas.
Tinha em mente falar com Alícia, mas de alguma forma ela sempre estava ocupada com o seu grupo de amigas, todas ricas e convencidas, me fazendo perguntar a mim própria como Alicia era diferente das outras.
A minha segunda opção era a Mell, mas às vezes ela estava com a galera do grupo de estudos ou na biblioteca, onde ela era responsável em tomar conta, em alguns dias da semana, fora dos horários de aula.
O sinal bateu e todos rapidamente saiam em direção ao refeitório, felizes por se livrarem da aula de biologia, exceto James, “o Nerd” que era excepcionalmente ligado à essas matérias e tinha uma intelecto incrível, pelo menos era o que diziam.
Me aproximei de Alícia e começamos a conversar, ela me disse ter passado seu fim de semana na casa de uma prima e me perguntou sobre o meu, eu pincelei levemente meu fim de semana e disse ter caminhado e visto o tal bosque. Foi quando a oportunidade não poderia escapar e perguntei o que ela sabia sobre o bosque.
Ela me disse que seria impossível aquele bosque ter registros nos sites da cidade, já que ele era uma propriedade privada muito antiga. E que estava por ser leiloado. E que inclusive o pai de Natália, a amiga de Alicia, pretendia o compra-lo.
Eu fiquei surpresa, eu não sabia o que pensar, já que nunca havia me passado pela cabeça a possibilidade de uma possível ameaça.
Me senti sem chão. Sabia que a qualquer momento eu poderia não mais pisar os meus pés naquele lugar! Lugar único onde eu conseguia me sentir bem naquela cidade. Um sentimento de medo me consumiu e tentei manter o controle para que Alícia não percebesse nada.
Alícia voltou com as suas amigas enquanto eu fui comer alguma coisa no refeitório.
Voltamos à aula e eu não sei o porquê não conseguia me concentrar. Eu não entendia a minha preocupação com aquele Bosque! Eu não queria, mas talvez a curiosidade e abstinência em me sentir bem de alguma forma, me fazia querer o tornar meu. Mas era impossível.
E se aquele Bosque fosse demolido e transformado em uma outra propriedade? E se tudo acabasse antes de eu descobrir o que eu nem ao menos sabia?
Eu tinha que voltar no bosque o antes possível. Eu precisava decifrar o Objeto reluzente. Eu precisava encontrar uma solução rápido!
O tempo parecia correr e minha mente não estava presente naquela sala, só o meu corpo. Eu perdia a gravidade e estava presa, trancada nos meus próprios pensamentos. O Sinal bateu e fui para a casa com a minha mente pensante.
Quando voltarei ao Bosque? O que será aquele Objeto Reluzente? Eu não sei, mas juro que vou descobrir!
Nicole Sullivan
PRÓXIMO CAPÍTULO: A Descoberta do Objeto Reluzente( PÁG 9)
O Objeto Reluzente e a Fuga (PÁG 7)
Ao abrir os olhos acompanhados de uma visão turva pude ver que a chuva de ontem foi responsável pelos poucos e fracos raios de sol desta manhã, o tempo estava nublado. Acordei com uma certa dificuldade, ainda sentia sono. Embalada pelo ritmo dos meus sonhos, os quais recordei imediatamente, abri a cortina liberando a luz. Voltei para a cama me esforçando para recordar mais detalhes de um sonho que momentaneamente revirava a minha cabeça. Me lembro de folhas ao vento, da noite, de um risco corrido e de uma escolha. Era tudo o que eu conseguia lembrar.
Desci para a cozinha, tomei meu café e subi para o quarto, minhas pesquisas anteriores me forçavam a tomar uma providência mais avançada, então desci as escadas e justifiquei a minha saída como “estar indo à casa de uma amiga”. Eu sei que eu nem tenho um motivo concreto, mas minha decisão em manter o bosque em segredo permanecia.
Finalmente sai de casa com destino ao bosque que não ficava tão longe, mas nem perto dali.
Como sempre o bosque estava sozinho, sem a presença de nenhum ser vivente se quer. Era como se eu não me preocupasse com esse detalhe, eu estava tão sedenta a solucionar este caso que nem se quer me perguntei quanto a algo dar errado.
Passei entre um curto espaço do portão enferrujado e diferente da outra vez, pude visualizar mais do que um balanço, pude explorar mais do que eu imaginava. Pude ver Árvores, muitas folhas secas, um jardim morto, um tipo de “quartinho” muito velho, acho que responsável por pás entre outros instrumentos de jardinagem e algumas frutas secas ao chão. Mas o que mais me chamou a atenção foi um portão pequeno que se encontrava no fim do bosque. Um portão que parecia uma passagem para outro lugar. O cadeado contido no portão bloqueava as minhas expectativas de progresso, já que me limitava obrigatoriamente a não passar daquele ponto.
Para mim, aquelas informações eram de grande tamanho, era a metade da chave que eu precisava para abrir o cadeado e expandir minhas hipóteses.
Devido à luz do sol vi algo reluzindo ao chão, o que imediatamente me chamou a atenção. Eu não fazia idéia do que podia ser, mas absorvia um sentimento estranho e esperançoso a cada passo. Tudo o que eu queria naquele momento era retirar todas as folhas que camuflavam aquele objeto reluzente.
Para o meu desespero, antes que eu me aproximasse, pude escutar alguns passos que cada vez ficavam nítidos, me mostrando que alguém estava chegando perto.
Eu não sabia o que fazer, o nervosismo tomou conta dos meus pensamentos e eu já não sabia mais o que pensar. Era como se eu tivesse levado um banho gelado de um líquido chamado arrependimento.
De alguma forma fui capaz de correr e me deitar atrás de um arbusto, de onde pude visualizar um homem de meia idade, baixo, um pouco acima do peso, de cabelos escuros, coberto com um avental sujo e uma bota de jardinagem. Pude perceber seu olhar desconfiado para todos os lados, talvez ele possa ter ouvido a minha fuga até chegar ao arbusto, mas o que importava era que eu estava salva até então.
Aquele homem direcionou-se ao portão onde tinha por objetivo abrir.
Imediatamente corri para a entrada do bosque que parecia ter se tornado gigante, eu realmente gostaria de verificar o objeto reluzente, mas não tive opção de escolha. Ou era o objeto ou era outro "passaporte" para estar ali novamente.
Finalmente Consegui sair daquele lugar. Com muitas pistas, hipóteses, e cheia de dúvidas fui para a casa, ofegante. Assustada, feliz, bem ou mal, eu não sei dizer ao certo, mas sabia que estava perto de algo que eu também não sabia. Conclui que o bosque não estava abandonado. Quanto ao objeto reluzente, ele me espera. E vou fazer o possível para buscá-lo logo.
Nicole Sullivan
PRÓXIMA PÁGINA. PÁG(8): A Descoberta da Propriedade Privada e uma Possível Ameaça
Desci para a cozinha, tomei meu café e subi para o quarto, minhas pesquisas anteriores me forçavam a tomar uma providência mais avançada, então desci as escadas e justifiquei a minha saída como “estar indo à casa de uma amiga”. Eu sei que eu nem tenho um motivo concreto, mas minha decisão em manter o bosque em segredo permanecia.
Finalmente sai de casa com destino ao bosque que não ficava tão longe, mas nem perto dali.
Como sempre o bosque estava sozinho, sem a presença de nenhum ser vivente se quer. Era como se eu não me preocupasse com esse detalhe, eu estava tão sedenta a solucionar este caso que nem se quer me perguntei quanto a algo dar errado.
Passei entre um curto espaço do portão enferrujado e diferente da outra vez, pude visualizar mais do que um balanço, pude explorar mais do que eu imaginava. Pude ver Árvores, muitas folhas secas, um jardim morto, um tipo de “quartinho” muito velho, acho que responsável por pás entre outros instrumentos de jardinagem e algumas frutas secas ao chão. Mas o que mais me chamou a atenção foi um portão pequeno que se encontrava no fim do bosque. Um portão que parecia uma passagem para outro lugar. O cadeado contido no portão bloqueava as minhas expectativas de progresso, já que me limitava obrigatoriamente a não passar daquele ponto.
Para mim, aquelas informações eram de grande tamanho, era a metade da chave que eu precisava para abrir o cadeado e expandir minhas hipóteses.
Devido à luz do sol vi algo reluzindo ao chão, o que imediatamente me chamou a atenção. Eu não fazia idéia do que podia ser, mas absorvia um sentimento estranho e esperançoso a cada passo. Tudo o que eu queria naquele momento era retirar todas as folhas que camuflavam aquele objeto reluzente.
Para o meu desespero, antes que eu me aproximasse, pude escutar alguns passos que cada vez ficavam nítidos, me mostrando que alguém estava chegando perto.
Eu não sabia o que fazer, o nervosismo tomou conta dos meus pensamentos e eu já não sabia mais o que pensar. Era como se eu tivesse levado um banho gelado de um líquido chamado arrependimento.
De alguma forma fui capaz de correr e me deitar atrás de um arbusto, de onde pude visualizar um homem de meia idade, baixo, um pouco acima do peso, de cabelos escuros, coberto com um avental sujo e uma bota de jardinagem. Pude perceber seu olhar desconfiado para todos os lados, talvez ele possa ter ouvido a minha fuga até chegar ao arbusto, mas o que importava era que eu estava salva até então.
Aquele homem direcionou-se ao portão onde tinha por objetivo abrir.
Imediatamente corri para a entrada do bosque que parecia ter se tornado gigante, eu realmente gostaria de verificar o objeto reluzente, mas não tive opção de escolha. Ou era o objeto ou era outro "passaporte" para estar ali novamente.
Finalmente Consegui sair daquele lugar. Com muitas pistas, hipóteses, e cheia de dúvidas fui para a casa, ofegante. Assustada, feliz, bem ou mal, eu não sei dizer ao certo, mas sabia que estava perto de algo que eu também não sabia. Conclui que o bosque não estava abandonado. Quanto ao objeto reluzente, ele me espera. E vou fazer o possível para buscá-lo logo.
Nicole Sullivan
PRÓXIMA PÁGINA. PÁG(8): A Descoberta da Propriedade Privada e uma Possível Ameaça
Caso 101 (PÁG 6)
Ao chegar em casa, minha mãe estava a minha espera. O jantar estava pronto mas subi para o meu quarto correndo as escadas o mais rápido que podia. Para a minha sorte, minha mãe desta vez não insistiu para que eu jantasse. Enquanto subia as escadas pretendia deixar aquele bosque em segredo. Tudo o que eu quero é encontrar respostas para os meus questionamentos. Para uma pessoa qualquer, aquele poderia ser considerado um bosque comum, mas eu não sei o porquê eu não consigo engolir essa história. Talvez eu esteja paranóica, talvez esse bosque seja mesmo simplesmente um bosque comum, mas acredito estar preparada para me arriscar quanto a tudo. Agora exatamente, estou em frente ao computador em busca de respostas. Já entrei em sites de guias turísticos e nada. Todos os dados que pesquisei sobre a cidade, fornecem as localizações de comércios, clubes, lugares de entretenimento, praças e parques, mas nada daquele bosque, só me lembro que seu número de localização é 101. Então acho que vou pesquisar por mim só, isto é, analisar o local. Sei que eu não vou demorar para pisar os meus pés novamente naquele lugar. Os galhos das arvores estão arranhando a minha janela, ao som de trovões. Eu estou literalmente concentrada neste caso (o qual titulei de “Caso 101”) que nem me dei conta de perceber que uma chuva intensa cai lá fora. Eu me sinto desgastada para dar continuidade ao caso. Vou fechar as pesquisas, e tomar um banho. Minha mãe acabou de abrir a porta do meu quarto me dizendo para ir dormir, me dando “boa noite”. A chuva ainda permanece intactamente assustadora, e eu preciso dormir. Durmirei com a esperança de encontrar alguma resposta que me leve a uma pista concreta, mesmo sabendo que tudo pode ser um engano e que realmente posso não ter êxito algum.
Nicole Sullivan
Nicole Sullivan
Um Lugar Incrivelmente Desconhecido( PAG 5)
Hoje, diferente de todas as vezes, não me encontro em meu quarto, lugar onde geralmente escrevo. O Café da manhã de hoje com a minha mãe também foi diferente, aquela expressão que enrugava-lhe a testa demonstrando uma certa insegurança, já não era tão visível. Era como se aquela máscara de cera tivesse se quebrado dando um espaço para um sorriso. E isso se deve ao emprego estável por ela encontrado, impulsionando suas sílabas a dizer que tudo estava se ajeitando agora.
Não tive aula hoje, então ao entardecer decidi explorar as redondezas desse lugar, visando conhecer o que eu ainda não tinha visto.
Vi casas diferentes, ruas diferentes, pessoas diferentes e belos edifícios em contraste com o céu, mas nada me chamou mais a atenção do que um bosque, então fui chegando mais perto.
Pude perceber que não passava de um bosque abandonado. Me surpreendi porque aquele não me parecia ser um bosque macabro e assustador como os outros, mas também não era “encantado” pelo fato de estar abandonado.
De alguma forma ele me chamou a atenção e então pisando em folhas secas, atrás de um portão meio que enferrujado, senti o vento tocando a minha epiderme como se fosse uma forma de me oferecer “Boas Vindas”, me senti em casa.
Confesso que estava com medo de encontrar alguém por ali, então entre curtos passos pude visualizar um balanço, onde me sentei.
Aquele lugar era incrível e eu não parava de me perguntar o porquê de seu abandono.
Naquele momento me senti livre, e todas as minhas preocupações quanto a Alicia e a escola tinham simplesmente fugido de mim. Talvez por eu estar impressionada com aquele lugar, ou talvez não seja por isso. Parecia que eu ganhava forças, e eu nem sei para que propósito determinado.
O tempo passou muito rápido. O sol estava se pondo. Era como se eu tivesse despertado de um sonho onde todas as minhas expectativas ganhavam dos meus medos.
Ao voltar para a “Vida real” imediatamente corri em direção ao portão, o qual eu não conseguia abrir. Ao olhar para trás tive uma ampla vista daquele bosque que agora se parecia mais com uma floresta escura. Logo após esse flash na minha cabeça descobri que estava abrindo o portão de forma contrária, e que todo aquele medo se devia ao meu equívoco .
Voltando para a casa, olhando para o bosque até que ele sumisse entre os edifícios, sentia uma sensação irônica, e estava ansiosa para voltar novamente para aquele lugar inacreditável, o qual eu nunca imaginava encontrar e o qual eu não esperava a hora de poder explorar com mais tempo.
Nicole Sullivan.
Não tive aula hoje, então ao entardecer decidi explorar as redondezas desse lugar, visando conhecer o que eu ainda não tinha visto.
Vi casas diferentes, ruas diferentes, pessoas diferentes e belos edifícios em contraste com o céu, mas nada me chamou mais a atenção do que um bosque, então fui chegando mais perto.
Pude perceber que não passava de um bosque abandonado. Me surpreendi porque aquele não me parecia ser um bosque macabro e assustador como os outros, mas também não era “encantado” pelo fato de estar abandonado.
De alguma forma ele me chamou a atenção e então pisando em folhas secas, atrás de um portão meio que enferrujado, senti o vento tocando a minha epiderme como se fosse uma forma de me oferecer “Boas Vindas”, me senti em casa.
Confesso que estava com medo de encontrar alguém por ali, então entre curtos passos pude visualizar um balanço, onde me sentei.
Aquele lugar era incrível e eu não parava de me perguntar o porquê de seu abandono.
Naquele momento me senti livre, e todas as minhas preocupações quanto a Alicia e a escola tinham simplesmente fugido de mim. Talvez por eu estar impressionada com aquele lugar, ou talvez não seja por isso. Parecia que eu ganhava forças, e eu nem sei para que propósito determinado.
O tempo passou muito rápido. O sol estava se pondo. Era como se eu tivesse despertado de um sonho onde todas as minhas expectativas ganhavam dos meus medos.
Ao voltar para a “Vida real” imediatamente corri em direção ao portão, o qual eu não conseguia abrir. Ao olhar para trás tive uma ampla vista daquele bosque que agora se parecia mais com uma floresta escura. Logo após esse flash na minha cabeça descobri que estava abrindo o portão de forma contrária, e que todo aquele medo se devia ao meu equívoco .
Voltando para a casa, olhando para o bosque até que ele sumisse entre os edifícios, sentia uma sensação irônica, e estava ansiosa para voltar novamente para aquele lugar inacreditável, o qual eu nunca imaginava encontrar e o qual eu não esperava a hora de poder explorar com mais tempo.
Nicole Sullivan.
O X da Equação e uma Nova Colega ( pág 4)
A luz que penetrava o vidro da janela me fez perceber que a manhã tinha chegado. E lá vou eu mais uma vez para a escola.
Logo pude visualizar Alicia, dessa vez pontual, diferente de ontem.
Tinha me esquecido de um detalhe importante, sua amiga a qual eu nem ao menos sabia o nome também estaria lá. Então em poucos segundos pensei que se Alicia era tão bacana, sua amiga não poderia ser muito diferente, ou então ela poderia ao menos ser amigável, e se for pedir demais, acho que educada seria o ideal.
Cumprimentei Alicia que até o presente momento estava sozinha. Me sentei no meu lugar e a carteira ao lado, antes ocupada por Alicia, se encontrava vazia novamente. Ao lado de Alicia estava uma garota de cabelos longos, loiros e encaracolados, resumindo, bonita.
Não me parecia muito simpática e confesso que a julguei com inúmeros adjetivos nada simpáticos também, não por raiva, até porque não tenho motivos, mas pelo o que ela parecia ser. Vi que não valia a pena arriscar definir o perfil de uma pessoa que você não conhece, até porque não gostaria que fizessem isso comigo.
Não vi Alicia no refeitório, mas troquei algumas palavras com Mell, que também é da minha classe. Eu não podia perder a oportunidade de perguntar sobre a amiga de Alicia. Mell é bem comunicativa embora sua forma simples e preocupada a torna levemente engraçada e culta a fazendo parecer tímida. Ela me disse que a amiga de Alicia se chama Natália, mas não me deu muitas características.
As aulas se passaram e na saída Alicia me disse Tchau completando que estava com pressa. Nem ao menos pude conhecer Natália, se bem que hoje foi um dia maçante de aula, muitos testes e pouco tempo para se desfocar.
Meu dia não foi tão ruim pelo fato de ter conhecido Mell, digamos que “bem na sua”, inteligente e como já disse, comunicativa.
Por outro lado perguntas me assolavam.
Pouco tempo e muitos testes? A preferência por Natália? A falta de oportunidade ou o descaso? Eu não Sei! Só sei que agora conheço Mell e questiono uma equação a qual Natália é o X e Alicia o resultado da equação. Se vou resolve-la, eu não sei, mas quem sabe amanhã eu tenha a resposta.
Nicole Sullivan
Logo pude visualizar Alicia, dessa vez pontual, diferente de ontem.
Tinha me esquecido de um detalhe importante, sua amiga a qual eu nem ao menos sabia o nome também estaria lá. Então em poucos segundos pensei que se Alicia era tão bacana, sua amiga não poderia ser muito diferente, ou então ela poderia ao menos ser amigável, e se for pedir demais, acho que educada seria o ideal.
Cumprimentei Alicia que até o presente momento estava sozinha. Me sentei no meu lugar e a carteira ao lado, antes ocupada por Alicia, se encontrava vazia novamente. Ao lado de Alicia estava uma garota de cabelos longos, loiros e encaracolados, resumindo, bonita.
Não me parecia muito simpática e confesso que a julguei com inúmeros adjetivos nada simpáticos também, não por raiva, até porque não tenho motivos, mas pelo o que ela parecia ser. Vi que não valia a pena arriscar definir o perfil de uma pessoa que você não conhece, até porque não gostaria que fizessem isso comigo.
Não vi Alicia no refeitório, mas troquei algumas palavras com Mell, que também é da minha classe. Eu não podia perder a oportunidade de perguntar sobre a amiga de Alicia. Mell é bem comunicativa embora sua forma simples e preocupada a torna levemente engraçada e culta a fazendo parecer tímida. Ela me disse que a amiga de Alicia se chama Natália, mas não me deu muitas características.
As aulas se passaram e na saída Alicia me disse Tchau completando que estava com pressa. Nem ao menos pude conhecer Natália, se bem que hoje foi um dia maçante de aula, muitos testes e pouco tempo para se desfocar.
Meu dia não foi tão ruim pelo fato de ter conhecido Mell, digamos que “bem na sua”, inteligente e como já disse, comunicativa.
Por outro lado perguntas me assolavam.
Pouco tempo e muitos testes? A preferência por Natália? A falta de oportunidade ou o descaso? Eu não Sei! Só sei que agora conheço Mell e questiono uma equação a qual Natália é o X e Alicia o resultado da equação. Se vou resolve-la, eu não sei, mas quem sabe amanhã eu tenha a resposta.
Nicole Sullivan
O Início da Amizade (pág3)
Mais uma manhã chegou, e com ela, a expectativa de um dia melhor.
Então novamente fui para a escola, dessa vez sozinha, minha mãe não pode me levar.
Saí mais cedo de casa e me surpreendi com este lugar, nunca tinha percebido a sua beleza simples composta pelo estilo das casas e seus gramados. Acho que finalmente estou me adaptando aqui.
Chegando a escola me senti um pouco mais segura do que antes, a final, não era mais o meu primeiro dia. Fui para a classe na esperança de encontrar Alicia que por fim, não estava ali. O desânimo queria tomar conta de mim, mas desistiu quando pude ver Alicia na porta.
Ela vinha em minha direção, até que se sentou na carteira que estava ao meu lado, me cumprimentando e dizendo: “Hoje a minha amiga faltou, então vou me sentar aqui”.
No refeitório Alicia e eu pudemos conversar com mais calma, já que nossas tentativas na sala eram monitoradas pela professora Elizabeth, de história, rotulada pelos alunos de “Amargurada” , isso se deve ao seu comportamento seco e rude, fazendo com que a sala pareça um quartel. Dizem que seu ex marido era tenente, mas ninguém sabe ao certo, sua vida é cheia de mistérios, não sei se é verdade, mas é o que dizem, ou talvez ela só prefira prezar sua privacidade.
Nossa conversa no refeitório girou em torno de família, amigos, TV e música. Eu expliquei o motivo da minha mudança repentina, e que eu deixei meus amigos onde morava. Ela disse que mora há muito tempo nessa cidade, que sua melhor amiga era da nossa turma, mas tinha faltado hoje, falou também que gosta de filmes de romance e que não suporta filmes de terror, prefere músicas leves e ouve um Pop às vezes.
A partir de suas características, arrisquei definir o perfil de Alicia em duas palavras: Meiga e sonhadora, só não sei qual foi a impressão que eu causei nela, já que somos bem diferentes.
Acredito que a amizade de Alicia eu já tenha ganhado, me resta saber agora se a de sua amiga eu também vou conquistar.
Nicole Sullivan
Então novamente fui para a escola, dessa vez sozinha, minha mãe não pode me levar.
Saí mais cedo de casa e me surpreendi com este lugar, nunca tinha percebido a sua beleza simples composta pelo estilo das casas e seus gramados. Acho que finalmente estou me adaptando aqui.
Chegando a escola me senti um pouco mais segura do que antes, a final, não era mais o meu primeiro dia. Fui para a classe na esperança de encontrar Alicia que por fim, não estava ali. O desânimo queria tomar conta de mim, mas desistiu quando pude ver Alicia na porta.
Ela vinha em minha direção, até que se sentou na carteira que estava ao meu lado, me cumprimentando e dizendo: “Hoje a minha amiga faltou, então vou me sentar aqui”.
No refeitório Alicia e eu pudemos conversar com mais calma, já que nossas tentativas na sala eram monitoradas pela professora Elizabeth, de história, rotulada pelos alunos de “Amargurada” , isso se deve ao seu comportamento seco e rude, fazendo com que a sala pareça um quartel. Dizem que seu ex marido era tenente, mas ninguém sabe ao certo, sua vida é cheia de mistérios, não sei se é verdade, mas é o que dizem, ou talvez ela só prefira prezar sua privacidade.
Nossa conversa no refeitório girou em torno de família, amigos, TV e música. Eu expliquei o motivo da minha mudança repentina, e que eu deixei meus amigos onde morava. Ela disse que mora há muito tempo nessa cidade, que sua melhor amiga era da nossa turma, mas tinha faltado hoje, falou também que gosta de filmes de romance e que não suporta filmes de terror, prefere músicas leves e ouve um Pop às vezes.
A partir de suas características, arrisquei definir o perfil de Alicia em duas palavras: Meiga e sonhadora, só não sei qual foi a impressão que eu causei nela, já que somos bem diferentes.
Acredito que a amizade de Alicia eu já tenha ganhado, me resta saber agora se a de sua amiga eu também vou conquistar.
Nicole Sullivan
O Primeiro Dia na Nova Escola (pág2)
Quando o despertador tocou pensei ainda estar sonhando, mas sabia que eu não estava. Então depois de arrumar minhas coisas, minha mãe me deixou na esquina da escola e foi à procura de um trabalho.
Ao me deparar com algumas escadas e uma fonte fiquei meio surpresa, não tinha idéia de como era a escola, mas imaginava algo menor.
Minha insegurança aumentou ainda mais quando um grupo de meninas passou por mim me recepcionando com um risinho um tanto sarcástico, o que eu de certa forma até esperava, mas temia.
Passei entre vários alunos e fui direto para a diretoria entregar alguns papéis. E contando os segundos mais devagar, tentava me enganar de que a hora de encarar os novos “colegas de classe” não ia chegar, mas foi em vão.
A turma em que me encaixaram é grande fazendo com que me restasse a penúltima carteira próxima à janela.
Os olhares e comentários cuidadosos e monossílabos principalmente das meninas estavam me irritando, me deixando desconfortável.
Deixei de ser o “centro das atenções” após uns vinte minutos, esse foi o tempo para esquecerem da minha presença, ou simplesmente para se acostumarem com ela.
Tudo ocorreu bem, exceto a parte em que fiquei sozinha no refeitório.
Finalmente a hora de ir para a casa chegou, e ao sair pela porta, uma menina da minha turma me disse: “Seja bem vinda e até amanhã!”. Ela não tinha se apresentado, mas pude ler Alicia em seu pingente.
Fui para a casa pensativa. Será o começo de uma amizade ou simplesmente um “cumprimento a novata”?
Eu realmente não sei, só posso começar a montar a primeira peça do meu quebra-cabeça nessa escola amanhã, e o nome da primeira peça é..Alicia!
Nicole Sullivan
Ao me deparar com algumas escadas e uma fonte fiquei meio surpresa, não tinha idéia de como era a escola, mas imaginava algo menor.
Minha insegurança aumentou ainda mais quando um grupo de meninas passou por mim me recepcionando com um risinho um tanto sarcástico, o que eu de certa forma até esperava, mas temia.
Passei entre vários alunos e fui direto para a diretoria entregar alguns papéis. E contando os segundos mais devagar, tentava me enganar de que a hora de encarar os novos “colegas de classe” não ia chegar, mas foi em vão.
A turma em que me encaixaram é grande fazendo com que me restasse a penúltima carteira próxima à janela.
Os olhares e comentários cuidadosos e monossílabos principalmente das meninas estavam me irritando, me deixando desconfortável.
Deixei de ser o “centro das atenções” após uns vinte minutos, esse foi o tempo para esquecerem da minha presença, ou simplesmente para se acostumarem com ela.
Tudo ocorreu bem, exceto a parte em que fiquei sozinha no refeitório.
Finalmente a hora de ir para a casa chegou, e ao sair pela porta, uma menina da minha turma me disse: “Seja bem vinda e até amanhã!”. Ela não tinha se apresentado, mas pude ler Alicia em seu pingente.
Fui para a casa pensativa. Será o começo de uma amizade ou simplesmente um “cumprimento a novata”?
Eu realmente não sei, só posso começar a montar a primeira peça do meu quebra-cabeça nessa escola amanhã, e o nome da primeira peça é..Alicia!
Nicole Sullivan
O Primeiro dia na nova cidade (pág1)
Meu primeiro dia nessa cidade não tem sido muito bom, acho que ainda não me acostumei com a idéia de me mudar tão rápido. Isto se deve a falência da Livraria da família, fazendo com que minha mãe já não conseguisse mais manter a nossa casa. Vou sentir falta dos meus avós e quanto a meu pai, continua seus estudos astrônomos, tanto longe de onde morávamos, quanto longe de onde moramos agora, e claro, sentirei falta sem dúvidas das minhas amigas.
Confesso que essa parece ser uma boa cidade e a casa em que estou com minha mãe é bem aconchegante e acessível à nós. A vizinhança parece calma, embora não pude deixar de perceber que mora uma galera jovem no fim dessa rua, só me resta saber como eles são.
Mas o problema mesmo vai ser como encarar a nova escola, onde não conheço absolutamente ninguém. Não sei qual é o ritmo de lá e muito menos como são as pessoas que lá estudam. Não faço idéia de como vai ser a recepção quanto a minha chegada, não que eu seja de magnitude e realeza esplêndida e mereça um cedro e um trono, mas espero algo resumidamente “legal”.
E esse é o meu medo, medo de não ser muito “bem vinda” á um território que eu nunca pisei antes. Já é tarde e acordo cedo amanhã. Minha primeira missão aqui começa: “Invadir” um Território Novo para mim e tentar entender como algumas coisas de lá funcionam.
Para qualquer um seria normal e aos olhos de outros estes relatos poderiam parecer “loucura” ou perda de tempo, mas quem não tem inseguranças? Até amanhã e que eu possa me sair bem nessa nova cidade.
Nicole Sullivan
Confesso que essa parece ser uma boa cidade e a casa em que estou com minha mãe é bem aconchegante e acessível à nós. A vizinhança parece calma, embora não pude deixar de perceber que mora uma galera jovem no fim dessa rua, só me resta saber como eles são.
Mas o problema mesmo vai ser como encarar a nova escola, onde não conheço absolutamente ninguém. Não sei qual é o ritmo de lá e muito menos como são as pessoas que lá estudam. Não faço idéia de como vai ser a recepção quanto a minha chegada, não que eu seja de magnitude e realeza esplêndida e mereça um cedro e um trono, mas espero algo resumidamente “legal”.
E esse é o meu medo, medo de não ser muito “bem vinda” á um território que eu nunca pisei antes. Já é tarde e acordo cedo amanhã. Minha primeira missão aqui começa: “Invadir” um Território Novo para mim e tentar entender como algumas coisas de lá funcionam.
Para qualquer um seria normal e aos olhos de outros estes relatos poderiam parecer “loucura” ou perda de tempo, mas quem não tem inseguranças? Até amanhã e que eu possa me sair bem nessa nova cidade.
Nicole Sullivan
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